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Magazine Luiza: Uma empresa de tecnologia ou varejo?

Um real (R$ 1,00) era o valor da ação do Magazine Luiza no dia 11 de dezembro de 2015. Parecia que a varejista jamais retomaria as rédeas dos seus negócios e traria felicidade para os seus acionistas. Porém, três anos e um mês depois, o valor da sua ação cresceu para cento e setenta e sete reais e sessenta centavos (R$ 177,60). O que a gigante do varejo brasileiro fez para hoje ser mais conhecida como uma empresa de tecnologia?

Clientes da Clear Inovação em um bate papo com a Luiza Trajano em uma das nossas missões para São Paulo

Criação do Luiza Labs


Se transformar dentro de um segmento considerado tradicional é o desafio de grande parte das empresas que atuam há anos no mercado.

Por conta disso, além de sua estratégia de aquisições e parcerias ao longo dos anos, o Magazine Luiza criou o Luizalabs, um laboratório de Tecnologia e Inovação, dentro do núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento, com o objetivo de criar produtos e serviços com foco no varejo, oferecendo aos clientes mais benefícios e uma melhor experiência de compra. Formado por um grupo de engenheiros e desenvolvedores, a estrutura viabiliza projetos de inovação para todos os canais de venda da Companhia.

No Luizalabs trabalhavam, ao final de 2017, 450 engenheiros e especialistas nas cidades de São Paulo, Franca e Itajubá. O perfil dos desenvolvedores do Luizalabs foi definido de acordo com os princípios da colaboração, da produtividade e da visão integrada do Magazine Luiza.

Thiago, que participou do projeto desde sua concepção, compartilhou que o maior desafio em torno do LuizaLabs foi o engajamento das pessoas. “Mais do que um monte de tecnologias, se tornar digital tem como principal ingrediente as pessoas, e esse foi um processo difícil pois tivemos mudanças nas equipes, integração de terceiros, enfim, é uma etapa difícil”.

Visita ao LuizaLabs


Mas o que faz o Magazine Luiza se diferenciar?


Estratégia clara: sua estratégia é bem clara, os investimentos para buscar os resultados são diversificados. Inovam de maneira ágil e lean em toda a empresa.

Marketing e comunicação forte: o marketing estratégico e seu posicionamento inovador são fatores chaves para o alcance dos resultados atuais. Apostam nas tecnologias que fazem diferença para o varejo de forma estruturada e inovadora.

Proposta de valor do LuizaLabs: o Luizalabs é um laboratório de Tecnologia e Inovação que tem como objetivo criar produtos e serviços com foco no varejo, oferecendo aos clientes mais benefícios e uma melhor experiência de compra

Abertura de capital: revolucionou o mercado de ações e atraiu uma grande participação de pessoas físicas, tornando-se uma das oito empresas mais populares na Bolsa de Valores do Brasil.

Inovações: é do Labs que sai tudo o que coloca a companhia na dianteira do varejo multicanal. Esse posicionamento agrega bastante valor para o Magazine Luiza que era uma empresa de varejo tradicional e hoje é considerada uma empresa de tecnologia.

Modelo ágil: importância da aposta do CEO da empresa em Transformação Digital de forma ágil e em sintonia com empresas de tecnologia em vez de varejo. Trazer um CTO de ponta para o LuizaLabs e empoderá-lo foi uma estratégia muito acertada.

Aquisições: além das aquisições feitas pelo Magazine Luiza, o Luiza Labs ganhou impulso quando adquiriram a startup Integra para o seu negócio.

Liderança forte: a transformação digital em curso no Magazine tem a ver com seu CEO, de 41 anos. Em julho de 2017, Frederico Trajano foi eleito pela Forbes como um dos melhores CEO do Brasil.


E os números comprovam seu sucesso


A empresa foi reconhecida em 2017 como uma das mais inovadoras da América Latina pela revista Fast Company. Na bolsa brasileira, foi a ação mais valorizada tanto em 2016 como em 2017.

Nos últimos doze meses, a empresa reverteu uma dívida líquida de R$ 300 milhões de reais para uma posição de caixa líquido de R$ 1,6 bilhão de reais. No balanço mais recente, o Magalu divulgou o maior crescimento nos últimos 5 anos, tanto no varejo físico como no e-commerce. As vendas totais de R$ 4,6 bilhões, crescimento trimestral de 43,3% e anual de 94%. Liderado pelo marketplace, o e-commerce aumentou nada menos que 66%, atingindo vendas de R$ 1,5 bilhão - ou 33% das vendas totais. O resultado supera, e muito, a média do mercado: segundo dados do E-bit, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 13,2% entre abril e junho deste ano.

Em 2018 realizamos uma Innovation Learning Trip para São Paulo e visitamos o Magazine Luiza e LuizaLabs. Para saber mais sobre a missão, clique aqui.

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